Mostrando postagens com marcador ENGENHARIA. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ENGENHARIA. Mostrar todas as postagens

3 - BÍBLIA E ENGENHARIA - RECONSTRUÇÃO EM MADEIRA

Por Joaquim Teodoro Romão de Oliveira
Esta coluna tem como objetivo principal fazer comentários sobre trechos da Bíblia que de alguma forma tem ligação com a engenharia como ciência aplicada e tecnológica. O autor não tem a intenção de aprofundar os conceitos teológicos, mas apenas identificar passagens bíblicas que tenham conteúdo associado à engenharia.


Neste terceiro artigo serão abordados os versículos presentes em Neemias 2,1-8, a saber:

Eu disse ainda ao rei:
"Se parecer bem ao rei,
sejam-me dadas cartas para os governadores de além do rio,
para que me deixem passar, até que chegue à Judéia.
E também outra carta para Asaf,
guarda da floresta do rei,
para que me forneça madeira de construção
para as portas da cidadela do templo,
para as muralhas da cidade,
e para a casa em que vou morar".
E o rei concedeu-me tudo,
pois a bondosa mão de Deus me protegia.

Neemias solicita ao rei Artaxerxes da Pérsia, autorização para ir à Judéia para que possa reconstruí-la. Solicita ainda ao rei uma carta para que Asaf, o guarda da floresta real, lhe forneça madeira para a reconstrução. A madeira seria usada nas portas da cidadela do templo, nas muralhas de Jerusalém e na casa onde o Profeta iria morar. A madeira é um dos materiais mais antigos utilizados na Construção Civil. É um material que pode apresentar elevada resistência mecânica à compressão, dependendo do tipo de árvore. As chamadas madeiras de lei, tais como: Jatobá, Massaranduba, Jacarandá e Angelim, podem apresentar resistência à compressão igual ou até maior do que o concreto.

 Segundo o Dicionário do Engenheiro de autoria do Eng. Pernambucano Antônio Filho Neto: “A expressão “MADEIRA LEI” teve origem em uma lei promulgada no tempo do império. Não se tratava de uma definição técnica, pois, se referia apenas as madeiras, cujos cortes eram proibidos naquela época”. Cita ainda o referido autor que: “O escritor Osny Duarte Pereira, em sua obra “Direito Florestal Brasileiro”, publicada em 1950, página 96, mostra no § 12 do art. 5º, da Carta de Lei de 15 de outubro de 1827, que os juízes de paz de cada província eram encarregados da fiscalização das matas e de zelar pela interdição dos cortes das madeiras de construção em geral, por isso eram chamadas madeiras de lei.”
Tecnicamente, entretanto a definição para madeira de lei do Dicionário do Engenheiro é a seguinte: “madeira nobre, dura e resistente às intempéries, capaz de resistir ao ataque de insetos - cupins, brocas e fungos.”

A questão do ataque biológico (de insetos - cupins, brocas e fungos) é uma das maiores preocupações que se deve ter quando se constrói com madeira. Outra preocupação é que deve-se tentar proteger ou minimizar, se possível, os elementos de madeira a ciclos alternados de molhagem e secagem que diminuem a vida útil do material.

Nota-se, voltando ao texto bíblico, que a questão de proteção às florestas estava presente na Pérsia antiga, pois existia um guarda florestal do rei e que Neemias precisou de uma carta real autorizando o fornecimento de madeira para construção. 



A questão ecológica que é um temas mais atuais do século 21 já estava presente na Bíblia desde o Antigo Testamento.









PARA MAIS BÍBLIA E ENGENHARIA CLIQUE AQUI:
BÍBLIA E ENGENHARIA

Caminhos Tortuosos - Coluna Bíblia e Engenharia

Caminhos Tortuosos
           



Esta coluna tem como objetivo principal fazer comentários sobre trechos da Bíblia que de alguma forma tem ligação com a engenharia como ciência aplicada e tecnológica. O autor não tem a intenção de aprofundar os conceitos teológicos, mas apenas identificar passagens bíblicas que tenham conteúdo associado à engenharia.
            



 Neste segundo artigo serão abordados os versículos presentes em Isaías 40,3-4, a saber:

“No ermo rasgai estrada para o nosso Deus!
Todo o vale seja aterrado,
Toda montanha, rebaixada,
Para ficar plano o caminho acidentado
E reto, o tortuoso.”

http://www.junqueiropolis.sp.gov.br/clipart/terrapalanagem_di2.JPG
 Na engenharia civil um dos tipos de obra que são projetadas e construídas pelos engenheiros é a estrada. Esta especialidade é conhecida como Engenharia Rodoviária e tem um importante papel no desenvolvimento da infraestrutura das cidades e na melhoria da qualidade de vida das pessoas, além de facilitar o transporte de alimentos, matéria-prima e riquezas em geral.
            O vale citado nos versículos acima corresponde em Engenharia Rodoviária a trechos da estrada onde o terreno apresenta cotas baixas e planas, ou seja, planície. Estes terrenos muitas vezes estão situados às margens de rios, lagoas ou canais. Em muitos casos é necessária a elaboração e execução de um aterro para construir a estrada, que servirá de base para colocação do pavimento flexível (asfalto) ou rígido (concreto).
            Nestes vales normalmente ocorre a presença de solos de baixa resistência e de elevada compressibilidade, que são chamados em Geotecnia ou Engenharia Geotécnica, de solos moles. A Geotecnia é a área da Engenharia Civil que estuda as propriedades físicas e mecânicas dos solos com a finalidade de utilização como material de construção. Um dos tópicos de estudo da Geotecnia trata dos Aterros sobre Solos Moles.
            Por outro lado, o traçado de estradas pode levar a necessidade de cortes em áreas de cotas mais elevadas, os chamados taludes naturais ou encostas, o que corresponde no versículo abordado à “toda montanha, rebaixada”. 

http://static.panoramio.com/photos/original/8367395.jpg 
Um dos tópicos de estudo da Geotecnia trata dos Aterros sobre Solos Moles.Cortes e aterros exigem profissionais especializados e competentes para atuarem na investigação geotécnica, elaboração de projeto, execução e monitoramento/manutenção, de forma a garantirem o desempenho adequado da obra ao longo de usa vida útil.
Desta forma o caminho acidentado e tortuoso pode se tornar plano e reto, para o nosso Deus e para os seus filhos.

Casa Sobre a Rocha - Coluna Bíblia e Engenharia (1)

CASA SOBRE A ROCHA

                Esta coluna tem como objetivo principal fazer comentários sobre trechos da Bíblia que de alguma forma tem ligação com a engenharia como ciência aplicada e tecnológica. O autor não tem a intenção de aprofundar os conceitos teológicos, mas apenas identificar passagens bíblicas que tenham conteúdo associado à engenharia.
                Neste primeiro artigo serão abordados os versículos presentes no Evangelho de Mateus 7:24-27, a saber:

"Todo aquele, pois, que ouve estas palavras e as pratica, será comparado a um homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha; e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, que não caiu, porque fora edificada sobre a rocha. E todo aquele que ouve estas minhas palavras e não as pratica, será comparado a um homem insensato, que edificou a sua casa sobre a areia; e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, e ela desabou, sendo grande a sua ruína."

            Na engenharia civil a base de sustentação de uma casa ou edifício é denominada de Fundação. Esta fundação deve ser apoiada em um terreno que apresenta resistência e estabilidade apropriada para receber as cargas provenientes da obra. As fundações podem ser classificadas de uma maneira geral em superficiais e profundas. São consideradas superficiais quando a profundidade abaixo do nível do terreno é menor ou igual a 3,0 metros e profundas quando superior a este número.
Nesta parábola a rocha pode ser considerada como uma camada do terreno adequada para sustentação e apoio da base da casa. É um material natural de resistência elevada. A fundação e a obra como um todo resistem às ações da natureza como a força da água e do vento.  A areia, por outro lado, representa uma camada do terreno que não apresenta resistência suficiente para resistir de forma adequada e com segurança às forças naturais. A água arrasta seus grãos e a construção nela apoiada perde a estabilidade e desaba. Esta areia pode ser identificada como um solo colapsível, que apresenta deformação brusca ou colapso, em contato com água e sob determinada pressão. Este tipo de solo é comum em alguns pontos de Israel. A areia pode ainda ser associada aos solos de dunas ou do deserto, que são transportados pela ação do vento.

A prudência e o bom senso são qualidades muito importantes para os profissionais de engenharia e de modo geral para todos os cristãos.


* Engenheiro civil da UFPE e Professor Adjunto da UNICAP

Para mais Bíblia e Engenharia Clique aqui:
BÍBLIA E ENGENHARIA
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Pesquisar este blog